Lages
A população que reclamava da falta de abrigos de passageiros nos pontos de ônibus da cidade agora critica da ação dos vândalos, que destroem os existentes.
O vandalismo está presente em praticamente todos os bairros da cidade, como por exemplo no Gethal, onde os usuários dos coletivos não têm onde abrigar-se da chuva ou do sol. Outro exemplo é encontrado na avenida Presidente Vargas, local onde todos os abrigos novos, com paredes feitas com material de garrafas pet, estão danificados. Vândalos aproveitam-se da fragilidade do material para promover a destruição.
Essa situação provoca revoltas nos usuários dos ônibus urbanos. "É uma vergonha, está cada vez pior a situação. Não sei como será daqui por diante", avalia Nadir Arruda. "Falta cuidado, capricho com o que é feito com nosso dinheiro. No bairro onde moro, o Santa Helena, os vândalos também destroem os abrigos de passageiros", afirma Adelina Ribeiro.
"É o cúmulo o que está acontecendo com os abrigos de passageiros na avenida Presidente Vargas", lamenta Ligianate dos Santos, moradora do bairro Vila Mariza. Nesse bairro, os abrigos de madeira instalados há 30 dias estão inteiros. Para a moradora esse deveria ser o comportamento em toda a cidade.
De acordo com dados da Secretaria de Meio Ambiente, em toda a área urbana existem mais de 600 abrigos de passageiros e a manutenção é feita com mão de obra própria. Reconhecendo que o ideal é todas as paradas de ônibus terem abrigos e todos estarem em boas condições de uso, o secretário Luiz Marin diz que nem sempre isso é possível. Ele reitera que cabe à comunidade ajudar a preservar o bem público, feito com o dinheiro do contribuinte.
Mostrando desapontamento com a depredação que está ocorrendo na avenida Presidente Vargas, o secretário vê nas câmeras do bairro Coral uma alternativa possível para obter imagens dos vândalos, identificá-los e responsabilizá-los pela agressão ao patrimônio público. "Para isso seria necessário instalar mais algumas câmeras naquela avenida", segundo Luiz Marin.