24/5/2010
Ceron: o DEM ajudou o PDSB quando abriu vagas no governo

O coordenador da campanha de Raimundo Colombo, o deputado Antônio Ceron, disse no sábado, quando participava da abertura do Recanto do Pinhão, que não há nenhuma reunião agendada entre o governador e os partidos da tríplice: PSDB, DEM e PMDB, embora a imprensa estadual continue afirmando que ela haverá. E ainda sustenta que tanto as alianças do DEM quanto do PSDB estão nas mãos das bancadas dos partidos na Assembleia. Argumenta que qualquer tentativa de acordo passa antes pela definição de Pavan, se é ou não candidato. Embora a imprensa venha destacando a aproximação dos partidos, não há nada que conduza, nesse momento, a uma definição. Isso só sairá mesmo a partir do dia 20, na porta das convenções. Por enquanto, algumas provocações acabam por embaralhar o entendimento. Ceron não entende como o PSDB critica o DEM por deixar o governo, se ao contrário, ajudou, abrindo de seis a sete espaços para que abrigasse seus companheiros de partido. E ainda está fechado com a campanha de José Serra, sem pedir nada em troca. "Não é por aí que vamos construir uma aliança", diz ele, referindo-se a tais provocações.

 

Ajuda à festa. O vice-prefeito Luiz Carlos Pinheiro segue hoje para Florianópolis para reunião da executiva e também pretende conversar com o governador para acertar a ajuda à Festa do Pinhão. "Nem que tenha de ficar lá até terça-feira, só saio de lá com a verba garantida", disse ele no sábado. Mas, já adiantou o valor: serão R$ 300 mil. No ano passado, a participação do governo foi nesse mesmo valor, graças a sua intervenção. E nesse, ele lembrou a Pavan que, apesar das dificuldades financeiras do governo, não poderia ser menor.

Audiência. Embora ocupe o cargo de "subgovernador", como designou o LHS se referindo, na época, a Osvaldo Uncini, parece que João Cardoso não goza do privilégio dessa representação, tanto que para marcar uma audiência com o Leonel Pavan teve de recorrer ao secretário do Desenvolvimento Sustentável, Paulo César da Costa.

Barracão. O esqueleto da estrutura da antiga Santur, na Cidade Alta, cujo terreno foi repassado à prefeitura, e que sobrou depois da depredação do barracão, será reaproveitado. Segundo o secretário Walter Manfrói, servirá para a construção de um outro barracão, desta vez no parque de exposições. Ficará em frente à Casa da Tradição e substituirá o palco que sempre é montado provisoriamente durante as Festas do Pinhão. A providência será tomada tão logo acabe a festa.

Especulação. Nas conversas que circularam no sábado, no calçadão, havia quem afirmasse que Ângela Amin irá abrir mão da candidatura para a formação de aliança entre o PP e PT. A justificativa: o partido está sem dinheiro para tocar a campanha e Ângela Amin está sem voz para pedir. Referia-se ao motivo do adiamento da vinda a Lages na sexta-feira por estar afônica. Deixando a piada de fora, resta uma verdade: parece que a falta de recursos realmente é um dos problemas do PP.

Mas... Se o partido está com problema de caixa, como então está desprezando a candidatura de Cláudio Bianchini, já que ele diz ter um milhão para gastar na campanha? Poderia ser um dos financiadores da campanha de Ângela.

Bênção. Simpática a atitude de Dom Irineu Andreassa, que fez questão de que o bispo benemérito, Dom Oneres Marchiori, presidisse a bênção da abertura do Recanto do Pinhão em seu lugar. O novo bispo sabe do carinho que a comunidade tem por ele.

Olivete Salmória

 

 
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