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24/5/2010 Mais de US$ 111 milhões na noite de estreia
Lages
Quase sempre que um filme, dirigido por um grande diretor e estrelado por astros de Hollywood, é destroçado pelos críticos de plantão, acaba tendo uma boa performance nas bilheterias. No início deste mês aconteceu exatamente isso com o longa Robin Hood, dirigido pelo inglês Ridley Scott - que já foi cult e querido aos olhos da crítica - e estrelado por Russell Crowe e Cate Blanchett - ambos vencedores do Oscar.
Massacrado pela maioria da crítica especializada, o filme sobre um dos maiores heróis da ficção britânica - que abriu o Festival de Cannes deste ano - acumulou na estreia, cerca de US$ 111 milhões de dólares de bilheteria.
O fenômeno acompanha também os filmes nacionais. O mais recente exemplo dessa "epidemia" é o sucesso Chico Xavier, dirigido por Daniel Filho. O longa, que retrata a vida do médium brasileiro que este ano, se estivesse vivo, completaria 100 anos, levou mais de 3 milhões de espectadores às salas de cinema, desde que estreou em 2 de abril - um recorde para a cinematografia nacional, pós-retomada. Não chegou a ser execrado pela crítica, mas também não foi aclamado.
O que os dois filmes têm em comum, além do quase desprezo da crítica? Uma história redondinha, personagens simpáticos ao público, boas atuações, elementos técnicos acertados, como uma fotografia impecável - nada daquelas tomadas desfocadas ou planos enviesados.
Além disso, a história, tantas vezes contadas por uma mesma ótica, ganhou um novo olhar ao trazer para a telona explicações bem plausíveis para o surgimento de Robin Longstride (já que Robin Hood não existiu, apesar de as histórias fazerem parecer que ele habitou as matas da afamada Floresta de Sherwood).
Essa nova faceta do ladrão socialista, que vivia acampado no meio da mata e roubava dos ricos para dar aos pobres, acabou cativando o espectador (sem contar o charme do ator Russell Crowe, que, mesmo com suas unhas sujas enfeitiçou a plateia feminina com sua voz rouca de cigarro). Pura diversão!
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